





Assassinato, suborno, roubo, extorsão: só mais um dia em Hollywood.
Estamos em 1977, oito anos depois que Cliff Booth (Brad Pitt) encontrou a família Manson na história paralela de Quentin Tarantino, Era uma Vez em... Hollywood, em 1969. Agora, em As Novas Desventuras de Cliff Booth, filme dirigido por David Fincher com um novo roteiro de Tarantino, o conto de fadas acabou.
Los Angeles não precisa mais de um dublê matador de hippies como antes. Mas Hollywood sempre terá questões que só uma pessoa com as habilidades únicas (e às vezes fora da lei) de Cliff consegue resolver. Quando não está trabalhando como barman ou projecionista, Cliff Booth é o cara ideal para resolver os problemas das grandes (e, às vezes, não tão boas) estrelas de Hollywood.



Quando recebe uma ligação da sua agente de talentos Karen Crosby (Elizabeth Debicki) em nome do famosíssimo astro da TV Charlie Peters (Scott Caan), conhecido por fazer suas próprias acrobacias, Cliff Booth logo fica curioso.
E ele fica ainda mais animado e intrigado quando conhece outros personagens do mundo de Charlie, como sua sábia esposa Toni (Carla Gugino) e um campeão do futebol que trocou o campo pelas telas, Roderick “Hot Rod” Harrison (Yahya Abdul-Mateen II).
Isso sem contar com os irmãos Verdusco: Eddie (Matt Groove) e Fernando (JB Tadena), os gângsteres misteriosos que estão tocando o terror pela cidade.
Como essas criações tipicamente implacáveis de Tarantino se chocam com o habilidoso Cliff é algo que o roteirista ficou fascinado em ver — especialmente sob a direção de Fincher.


"O Brad entrou em contato comigo e disse: 'Ei, o que você acha do David Fincher dirigir o filme do Cliff Booth?'", relembra Tarantino. "Eu respondi tipo: 'Essa é uma ideia fantástica.' Era uma ideia tão boa que eu não conseguia nem imaginar acontecendo. Era simplesmente legal demais."
Pitt, no entanto, sabia o quanto Fincher gostava do Cliff Booth como personagem — algo que Tarantino descobriria quando o diretor disse que via esse roteiro como uma oportunidade de fazer uma história de crime em Los Angeles com um dos seus personagens favoritos da cidade.
"Parte da atração foi que queríamos ir mais fundo no nosso entendimento desse personagem", diz Fincher. "Ver para onde ele vai — oito anos depois."



“Foi durante a produção que o diretor percebeu outro aspecto do apelo do filme. ‘Me lembro de dizer ao Quentin, cerca de um mês e meio após o início das filmagens: “Não paro de pensar em Shampoo’”, diz Fincher, referindo-se ao clássico de 1975 coescrito pelo roteirista de Chinatown, Robert Towne.
“É uma época e um lugar em Los Angeles, e essas são as pessoas estranhas que você encontra em Los Angeles: agentes que não querem ser agentes, dublês que já passaram da idade, atores de televisão que têm egos gigantescos e criam problemas ao se recusarem a aceitar a realidade.”

“O fato desse grupo de personagens se cruzar se deve à natureza única da Cidade dos Anjos. Isso não quer dizer que o projeto não seja puro Tarantino. Eu só estava procurando a minha maneira de entrar na história”, completa Fincher.
“Não é bem uma história sobre dublês, não é bem uma história sobre cinema e nem mesmo é mais uma história sobre Hollywood. É uma história sobre Los Angeles.”
Descubra se as próximas aventuras — ou desventuras — de Cliff Booth terminam com um "felizes para sempre" no dia 25 de novembro no IMAX e em 23 de dezembro na Netflix. Por ora, confira o trailer aqui.


















































