





Elize: Sombras de uma Mulher é uma obra ficcional roteirizada pela dupla Raphael Montes e Mariana Torres, por trás também do hit Bom Dia, Verônica. Apesar de ficção, o filme, claro, é inspirado na famosa história de Elize Matsunaga, o que pode levantar uma pergunta: o que é real e o que é criação de Raphael e Mariana? Para trazer a resposta para você, a gente foi direto na fonte.

Raphael e Mariana trabalharam a partir dos autos do processo do caso Elize e contaram com a consultoria da pesquisadora Karen Gronich para entender a base do caso. "O nosso guia eram os fatos, o que estava no processo, o que aconteceu. Era nossa linha do tempo, digamos assim. O que a gente não tinha era o que acontecia entre os dois", diz a roteirista Mariana Torres.
Raphael Montes, que também é um dos produtores do filme, explica que todas as situações dramáticas no enredo do filme simbolizam fatos da trajetória de Elize. "O que é sempre ficcional são os diálogos", completa.
E tem mais um detalhe: enquanto na história real Marcos e Elize tinham uma sala em casa onde guardavam sua coleção de armas, no filme há uma cena ficcional em que a tia de Elize, vivida por Denise Weinberg, entra nesse universo. "Eu trouxe [a tia] como o espectador. É como quando a gente vai na casa de alguém e fala: 'Nossa, como vocês são diferentes da gente'", explica Raphael.


Foi assim que a produção foi criando dramatizações ficcionais para contar uma história inspirada em eventos reais. Confira outros exemplos dessa costura entre a ficção e a história que inspirou o filme:





Nas clássicas imagens que mostram Elize no elevador — que ficaram famosas quando o crime veio à tona — ela aparece com as três malas em que estavam as partes do corpo do marido. Em Elize: Sombras de Uma Mulher, Lorena Comparato, que vive Elize, veste um casaco cuidadosamente reproduzido pela equipe de figurino do filme.
Na vida real, Elize Matsunaga atirou contra o marido, certificou-se de que ele havia morrido e, na sequência, esquartejou o corpo em pleno apartamento onde moravam. Filmar essa cena sem transformar o suspense psicológico dramático em um filme de terror foi o grande desafio do diretor Felipe Vellas.
"É uma cena muito delicada e complexa. Tive que pensar em um jeito de filmar para que mexesse com a emoção do espectador, mas sem ser expositivo. Fui muito no som, no ângulo", explica ele.


























































