





🤐 ALERTA DE SPOILER 🤐
Ninguém descobre o nome da assassina profissional vivida por Jennifer Lopez em A Mãe, mas, ao fim do longa, o título passa a significar muito mais do que a descrição do seu papel de mãe. Mais de uma década após abandonar a filha para protegê-la, ela se vê novamente na missão de manter Zoe (Lucy Paez) a salvo, desta vez, em uma fuga eletrizante de um grupo de assassinos altamente treinados. A situação fica ainda mais complicada quando descobrimos que dois deles (Joseph Fiennes, no papel de Adrian, e Gael García Bernal, como Hector) fazem parte do passado da protagonista, e que um pode ser o pai de Zoe.
Mas não espere uma situação à la Mamma Mia!. Embora os fãs possam especular à vontade, o filme da diretora Niki Caro não está de fato interessado em descobrir quem é o pai de Zoe. “Tem uma frase muito bonita que a Mãe diz: ‘Ela não é do Hector, e também não é do Adrian, ela é minha’. A questão não é a paternidade, é a maternidade. O mais importante é que ela é a mãe, a pessoa responsável por proteger a vida dessa criança”, conta Niki ao Tudum.
Mesmo que, no início, essa seja a última tarefa que a atiradora gostaria de encarar, ela faz de tudo para proteger a filha. Com o tempo, as duas começam a se aproximar, enquanto a Mãe tenta esconder sentimentos que poderiam atrapalhar a missão. “A relação entre as duas vai sendo construída aos poucos. Zoe está sob os cuidados dela, mas é uma criança que ela não conhece. Então, é um processo gradual, que vai ficando mais forte e profundo a cada momento que passam juntas”, conta Niki ao Tudum.

Jennifer Lopez recebe orientações de Niki Caro durante as filmagens de ‘A Mãe’.
É claro que, entre uma tentativa de aproximação e outra, as duas ainda precisam enfrentar os homens determinados a separá-las mais uma vez. Depois de resgatar Zoe das mãos de Hector e derrotá-lo sem grandes dificuldades, a dupla consegue escapar de Adrian e segue para o Alasca, onde a Mãe começa a ensinar à garota tudo o que sabe sobre sobrevivência.
E ela precisa estar preparada. Quando Zoe é ferida por um filhote de lobo e precisa de atendimento médico (sim, Niki confirma: aqueles eram filhotes reais de cão-lobo) o esconderijo das duas é descoberto. Não demora muito para Adrian aparecer, sequestrar Zoe e dar início a uma nova perseguição, mas dessa vez a Mãe está preparada e coloca suas habilidades em prática.
“O trabalho de uma atiradora de elite tem uma elegância curiosa. De algum jeito, isso me parece muito feminino: você chega, identifica o alvo, faz o seu trabalho e vai embora, sem fazer barulho”, comenta Niki. Para a diretora, cada cena de ação precisava ter um propósito claro. “Todo ato de violência mostrado tem um motivo. E, neste filme, ele é profundamente maternal: proteger uma criança. Simples assim.”
A Mãe faz o disparo final, e Adrian é eliminado de uma vez por todas. Em segurança, Zoe volta para a mãe adotiva. Mas o vínculo que criou com a mãe biológica continua presente; na última cena, a Mãe observa a filha de longe. “A ideia é que ela sempre estará lá para protegê-la”, explica Niki. Mas essa presença já não vem apenas de um instinto de proteção, como a cineasta faz questão de ressaltar. “Ela está usando a pulseirinha que a filha fez para ela, o que mostra que as duas vão manter essa conexão daqui para frente”, continua. Só esperamos que as próximas férias em família sejam um pouco mais tranquilas.
No fim de A Mãe, Zoe volta para casa ao som de “This Woman’s Work”, de Kate Bush. Enquanto Jennifer Lopez sorri e observa a filha, Kate canta: “I should be cryin’ but I just can’t let it show baby” (“Eu deveria estar chorando, mas não consigo demonstrar, querida”). É uma despedida perfeita para a Mãe, uma personagem que passou a história inteira escondendo suas emoções, e para o vínculo recém-reconstruído com a filha.
A Mãe já está disponível na Netflix.

































































