





A Garota do Remo chega para nos levar ao charmoso universo de um colégio tradicional da Nova Inglaterra. Ambientada no vilarejo fictício de Eagle’s Cove, a nova série acompanha a história da estudante Teagan (Miku Martineau), cuja vida vira de cabeça para baixo após um escândalo familiar que a obriga a voltar para a pequena cidade natal da mãe, na Costa Leste dos EUA.
Teagan se esforça para encontrar seu espaço no novo ambiente cheio de regras, onde os alunos usam looks de grife e ganham carros esportivos de aniversário. Remadora de destaque em sua antiga escola, ela logo descobre que a Easton Prep não conta com uma equipe feminina de remo e acaba assumindo o posto de timoneira do time masculino, uma função que nunca exerceu antes. Agora, ela precisa conduzir oito adolescentes indisciplinados até o pódio na prestigiada Copa Haverford, enquanto enfrenta disputas entre equipes e longas rivalidades. Como se não bastasse, ela acaba envolvida em um triângulo amoroso com dois dos principais atletas da equipe, Cam (Kyle Clark) e Josh (Sam Braun).
Como muitas das melhores séries adolescentes ( Dawson’s Creek, Gilmore Girls: Tal Mãe, Tal Filha, Gossip Girl: A Garota do Blog e Outer Banks, para citar apenas algumas), A Garota do Remo nos conquista com um universo próprio e rico. Mas como a equipe criativa, comandada pela showrunner Vivian Lin, conseguiu captar toda a atmosfera da Easton Prep? Eagle’s Cove é uma cidade de verdade? E aquelas cenas de remo frenéticas foram mesmo gravadas na água?
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A série se passa em Eagle’s Cove, uma cidade fictícia da Nova Inglaterra, mas foi filmada em Victoria, na Ilha de Vancouver, Canadá. “Só de dirigir até o trabalho todos os dias já era lindo”, conta Vivian.

Eagle’s Cove é inspirada nas típicas cidadezinhas costeiras dos EUA, incluindo a fictícia Stars Hollow da série Gilmore Girls: Tal Mãe, Tal Filha. Mas o dinheiro e o acesso a um mundo privilegiado também geram semelhanças entre A Garota do Remo e Gossip Girl: A Garota do Blog. “Eagle’s Cove tem muito desse clima de cidade pequena e de histórias de amadurecimento, mas também envolve bastante riqueza e poder; a Easton Prep é um colégio muito elitizado. Quando Teagan chega lá pela primeira vez, ela é um peixe fora d'água, é bem intimidador. As pessoas vêm de realidades e famílias muito distintas. É o cenário perfeito para colocar esses jovens juntos e criar uma história interessante”, comenta Miku.
“É como juntar o clima da cidade pequena com a grana da cidade grande, com todas aquelas festas no ancoradouro e no píer. Lá, todo mundo já se conhece. Então, quando uma pessoa nova aparece, é impossível não notar”, explica Sam. Já Kyle, cujo personagem é o único remador com bolsa de estudos, completa: “Por ser uma cidadezinha, a diferença de classes salta aos olhos. A riqueza se destaca mais”.

As cenas na Easton Prep foram gravadas no Castelo Hatley, uma mansão de 40 cômodos construída em 1908, cercada por jardins e mata nativa. O imóvel também serviu de locação para Descendentes e filmes da franquia X-Men, entre outros. “Foi uma experiência única”, conta Vivian.
A Garota do Remo se junta a uma longa lista de séries ambientadas em colégios de elite. Para Vivian, é fácil explicar o fascínio: “Esses colégios têm uma energia muito bacana, com aquele ar de desconexão com a realidade que é ótimo de se retratar. Cam e Teagan são as únicas que se questionam o que diabos estão fazendo ali e que, na verdade, só querem estar no time de remo e bancar o uniforme. Enquanto isso, tem gente ateando fogo em uma McLaren só porque pode”.

A Garota do Remo é a primeira produção canadense a filmar sequências de remo com barcos de oito pessoas: “Pouquíssimas pessoas já filmaram barcos de oito remadores, pois eles têm 20 metros de comprimento e você precisa montar todo o set na água”, explica Vivian.
As cenas em alta velocidade na água exigiram uma estrutura técnica especial: “Construímos uma barcaça gigantesca para transportar toda a equipe e os equipamentos, e prendemos o barco de 20 metros a ela. Ainda bem que ninguém da equipe caiu na água”, comenta Vivian. E se colocar um barco de 20 metros diante das câmeras já é uma tarefa e tanto, ela conta que, nas cenas de regatas, eles chegaram a filmar até cinco barcos ao mesmo tempo.
Sam e Kyle contam que foi preciso usar alguns truques de cinema para fazer as cenas na barcaça. Segundo Kyle, as pessoas podem achar que seria mais fácil remar na barcaça, mas era justamente o contrário. Já Sam observa que “é complicado, pois a barcaça anda a 10 quilômetros por hora e, nessa velocidade, o movimento do remo fica limitado. Tivemos que ajustar nossa atuação para fazer parecer que estávamos remando em alta velocidade. Quando filmamos as cenas com o drone, aí sim a gente mandou ver”.
O elenco acabou se aproximando ainda mais ao participar dessas cenas técnicas: “É tanta coordenação envolvida que a gente tem que trabalhar como uma unidade, porque, se alguém sai do compasso, pode desequilibrar tudo e quebrar o ritmo. Isso nos uniu muito como equipe”, explica Sam.
O resultado é uma disputa eletrizante, daquelas que deixam qualquer um grudado na poltrona. Mas Miku conta que o clima nos bastidores era bem mais leve: “Entre as tomadas, era uma diversão só. A gente conversava, se entrosava super bem e aproveitava demais. Foi tudo muito desafiador, mas gratificante e divertido. Demos o nosso melhor para fazer tudo ficar incrível na tela. Tenho muito orgulho disso”.



























































