





Se depender de Inez Franco (Marjorie Estiano), Jonathan (Hypólito) não vai continuar preso por muito tempo. Em Habeas Corpus, a professora de direito reúne seus alunos mais engajados para contestar a condenação do rapaz, encarcerado há seis anos. Do outro lado dessa disputa está a delegada Cristina Ogino (Marisa Orth), conhecida como Tina, disposta a impedir que a nova investigação avance.

Esse trabalho também faz Inez encarar o passado que a levou a abandonar a advocacia. Entre os estudantes, Marina (Any Gabrielly) tem razões próprias para se aproximar da docente: ela quer reparar uma injustiça que atingiu sua família e guarda informações importantes sobre a ligação entre as duas.
No último episódio da série criada por Luiz Villaça, Leonardo Moreira e Donna Oliveira, a defesa ganha reforços, enfrenta novas ameaças e se prepara para outro embate no tribunal.
Jonathan consegue recuperar a liberdade? O que acontece com Tina? E o que a última cena revela sobre Marina? Quer saber tudo isso e mais um pouco? A gente explica os principais acontecimentos do fim da temporada a seguir.
O último episódio começa com a turma da doutora Inez chegando para o primeiro dia de estágio no Borrmann, Hueda & Villar. Marina, Raquel (Luiza Gabus), Kim (Nicolas Lee), Lima (Pedro Roza) e Bernardo (Felipe Ricca) agora têm os recursos do escritório à disposição para trabalhar na revisão criminal de Jonathan. Murilo (Vladimir Brichta) fez o convite aos futuros advogados sem avisar os outros sócios.
Quem não gosta nadinha da novidade é Pedro (Danton Mello), que se recusa a enfrentar Tina e tenta tirar Bernardo do grupo. O filho, porém, decide ficar.
Por falar na toda-poderosa da Polícia Civil, a delegada aparece no escritório para pressionar os envolvidos. Ainda na recepção, um bate-boca com Inez e os estudantes termina em ameaça. Inez, os alunos, Murilo e Ana passam a noite em claro preparando o pedido de revisão criminal e a denúncia contra Tina.
Depois de apresentar os documentos às autoridades, o grupo anuncia as medidas em uma coletiva de imprensa. A exposição pública faz parte da estratégia de proteção: qualquer retaliação da delegada chamaria ainda mais atenção para ela.
A revisão criminal anunciada na coletiva busca anular a condenação de Jonathan e conseguir um novo julgamento. Antes dela, o habeas corpus havia sido a via eleita por Inez — traduzindo o juridiquês, o caminho escolhido para tentar tirar o rapaz da prisão. O pedido, porém, não deu resultado.
A defesa tem um álibi, um vídeo que registra a confissão de Jonathan obtida sob tortura e elementos para contestar os depoimentos usados contra ele. Mas, para Inez, seguir por esse caminho significa voltar a um tribunal e enfrentar o trauma de ter sido baleada anos antes, durante o julgamento de Eliane (Naruna Costa).

Murilo e Marina procuram Helinho, preso pelo mesmo crime. Ele afirma que Jonathan não teve qualquer participação e aceita formalizar a nova versão do depoimento em uma audiência de justificação, para que o relato possa reforçar a revisão. A defesa também reconstitui a motivação de Evandro, tio de Helinho: ele queria se vingar de Jonathan por uma antiga desavença e aproveitou a oportunidade oferecida por Tina para incriminá-lo.
Com o parecer favorável do Ministério Público, o primeiro julgamento é anulado e um novo é marcado para dali a uma semana.
A defesa consegue uma data para o novo julgamento de Jonathan, mas os obstáculos continuam. A juíza impede Helinho de testemunhar, alegando indícios de coação, e um laudo — nada confiável — aponta que o vídeo teria sido editado e manipulado. Contestar essas decisões atrasaria o processo, exatamente o que, na avaliação da equipe de Inez, interessa a Tina.

A delegada-geral então propõe uma troca: ela ficaria fora da denúncia, e a participação de Jonathan no crime seria tratada como de menor importância. A pena cairia em um terço, permitindo que ele passasse para o regime semiaberto em menos de dois anos. Só que, para Jonathan, aceitar ainda significaria cumprir pena por um crime que não cometeu.
Antônio Franco, pai de Inez, recomenda o caminho da diplomacia e aconselha a filha a aceitar as condições de Tina. Mas ela prefere o que chama de “tiroteio”, e decide chamar a própria delegada para substituir Helinho como testemunha. Tina, que queria ficar longe da acusação, agora terá de responder às perguntas da defesa.
A decisão de voltar ao tribunal não apaga o trauma de Inez. Ao chegar ao fórum, ela tem uma crise de pânico. Pedro, que está ali para apoiar o filho, Bernardo, a ajuda a entrar por outro acesso, uma porta lateral, menos traumática para ela.
Já de beca no centro do tribunal, a advogada questiona Tina sobre a confissão forçada de Jonathan e as táticas usadas para incriminá-lo. Também pergunta se Helinho foi orientado a dizer que não estava na cena do crime em troca de uma pena menor. Tina não confessa. Ao responder sobre as agressões sofridas por Jonathan, fala em “técnicas usuais de inquérito” e insiste na legalidade da condenação. Inez sustenta que a delegada escolheu um jovem preto, pobre e marginalizado, cuja versão ninguém ouviria, para apresentar um culpado.
Segundo a doutora Inez, a visibilidade da investigação ajudaria Tina a conquistar o cargo que ocupa hoje. Nesse confronto, Inez também reconhece que já usou a lei para justificar a própria sede de poder. Mas afirma que ainda acredita na justiça.

Depois do primeiro dia de julgamento, Inez pede que Marina prepare a sustentação final, o texto que a professora apresentará em defesa de Jonathan. A madrugada é de trabalho até o telefone da estudante tocar: da prisão, Jonathan diz que está com medo e declara seu amor.
Ela responde que também ama o rapaz. Silas (Vinicius Carvalho), porém, escuta. Magoado, o namorado deixa a conversa para depois do julgamento. O envolvimento dos dois já havia levado Inez a impedir que Marina visitasse Jonathan na prisão, para evitar que a relação fosse usada contra a defesa.
No dia seguinte, no tribunal, o rapaz fala das perdas que teve enquanto estava preso e do medo de não saber ser pai. “Eu não pude nem enterrar minha mãe”, conta. Ao apresentar o texto de Marina, Inez chama a atenção para o direito à defesa que foi negado a Jonathan.
Enfim, Jonathan é declarado inocente e recupera a liberdade após seis anos preso injustamente. Na saída do presídio, Marina o espera do outro lado da rua. Tem sorriso dos dois lados, mas o futuro desse romance fica em aberto.

A corregedoria recomenda o afastamento imediato de Tina do cargo de delegada-geral da Polícia Civil do Estado, e Flávio também será investigado. Murilo, Pedro e Ana terão de responder por corrupção. A relação do escritório com Tina vinha de antes: ela era um contato importante para o lobby em favor dos clientes da banca, e os sócios haviam sido confrontados com a acusação de cumplicidade. Apoiar a revisão criminal não apaga esse passado.
Ainda assim, o escritório ganha Inez como sócia e passa a se chamar Borrmann, Hueda, Villar & Franco Advogados Associados. Os estudantes continuam trabalhando na nova área de revisões criminais, e até Pedro passa a colaborar.
Em uma conversa anterior ao julgamento, Murilo conta a Inez que Bianca (Renata Gaspar), sua esposa, voltou para casa e está grávida. Ela havia se afastado para repensar o casamento, e a notícia o aproxima do sonho de ser pai. Apesar do afeto que ainda existe entre Murilo e Inez, os dois combinam de seguir juntos apenas profissionalmente.

O próximo processo do núcleo de revisão criminal do escritório já tem nome e sobrenome: Eliane Linhares, a mulher que Inez admite ter ajudado a condenar injustamente.
Marina então se reapresenta aos colegas. Seu verdadeiro nome é Larissa Linhares, e Eliane é sua mãe. O menino que ela cria como filho é, na verdade, seu irmão, de quem passou a cuidar quando a mãe foi presa. Foi para tentar reverter a condenação de Eliane e responsabilizar Inez que Larissa se aproximou da professora usando outra identidade. Agora, com a relação em paz e às claras, as duas vão trabalhar juntas nessa revisão.




Larissa conta ao irmão que Eliane está presa porque tentou protegê-la. A série volta à noite do crime e revela que foi a própria filha, ainda menina, quem provocou o incêndio nas terras do deputado. Foi por esse ato que Eliane acabou condenada. Enquanto buscava a liberdade da mãe e tentava responsabilizar Inez, Larissa escondia a própria autoria do incêndio.
A temporada termina com esse novo processo na mesa. Inez terá de revisitar a condenação que ajudou a construir; Larissa, a própria participação naquela história. A liberdade de Jonathan chegou. A de Eliane ainda está para ser conquistada.
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