





No início da temporada 4 de A Diplomata, de Debora Cahn, o casamento de Kate e Hal Wyler enfrenta seu maior desafio: um ato de profunda traição.
Para eles, a quebra de confiança envolve uma arma nuclear roubada dos russos – coisa básica de drama familiar. “Começamos logo depois de onde paramos, naquela cena chocante em que vemos, na perspectiva de Kate, Hal sendo cruel”, conta Rufus Sewell, que foi indicado ao Emmy® por seu papel como Hal, assim como sua colega Keri Russell foi indicada pelo papel de Kate.
A terceira temporada mexeu com a dinâmica de poder do casal: Hal foi escolhido como vice-presidente pela presidente Grace Penn (Allison Janney) e se mudou permanentemente para Washington, nos Estados Unidos, enquanto Kate continuou sendo a embaixadora dos Estados Unidos no Reino Unido, em Londres.
Quando Hal usou informações de Kate para ajudar Grace a roubar a arma nuclear de um submarino russo na costa do Reino Unido, a união do casal começou a ruir: “É um ótimo ponto de partida. Ela estava em um momento vulnerável com Hal, e então percebeu que não só eles armaram pelas costas dela, mas também a usaram para conseguir o que queriam. É completamente chocante”, diz Keri, que recebeu um prêmio no The Actor Awards por seu trabalho na temporada 3.
O primeiro episódio da temporada 4 começa minutos depois da descoberta de Kate, e Debora deu aos atores um diálogo de 16 páginas para aprofundar o drama: “Sabendo o que Keri pode fazer, o céu é o limite, então eu posso trabalhar bem no roteiro", comenta.
A produtora executiva Janice Williams acrescenta que, sem Rufus e sua contribuição como parceiro de cena, os talentos de Keri não seriam suficientes, porque se trata de um diálogo. Nas filmagens, os atores se baseiam na confiança que criaram ao longo das temporadas. Rufus diz que nem se preocupa com o que Keri vai fazer: “Eu vou preparado para me adaptar, e ela faz o mesmo, e nós nos divertimos muito”.

Mesmo depois de uma quebra de confiança tão monumental, Kate e Hal ainda conseguem lidar com a situação. “No começo, o relacionamento está bastante abalado, mas eles continuam juntos, dizem coisas terríveis um ao outro, tentam se entender e brigam”, conta Keri.
É essa habilidade de lidar com as desavenças, ou pelo menos de deixá-las para trás pelo bem maior, que torna o casal Wyler tão bom de assistir — e de interpretar.
Rufus comenta: “Tudo o que pode ser visto como um problema no relacionamento deles está muito ligado ao que tem de melhor nesse relacionamento. É muito difícil separar os dois. Deb compreende e ama muito isso no casal. E eu não acho que hoje em dia a TV tem, ou mesmo já teve, alguma outra obra que examine tão bem e com tanta honestidade essa fase de um longo relacionamento”.
O que une Kate e Hal, e o que traz um novo equilíbrio para o casamento, é o desejo de ganhar poder sem sacrificar a moralidade. Para Keri, mesmo que as pessoas vejam o relacionamento deles como tumultuoso, os dois têm o mesmo objetivo: querem estar em uma posição em que podem criar mudança.
Ambos são muito altruístas. Enquanto nas primeiras três temporadas Kate acumulou poder enquanto Hal ficou na espera, na temporada 4, eles precisam lidar com uma nova hierarquia em que Kate assume o papel de esposa dedicada: “É a primeira vez que Hal está nessa posição. Acredito que Kate sai de sua zona de conforto para tentar ajudá-lo e apoiá-lo nesse momento. Mesmo que ela fique desconfortável com algumas coisas, ela tenta”, comenta Keri.

Kate tenta, e a química eletrizante do casal vence, mesmo quando a presidente Penn traça um caminho no qual nenhum dos dois confia — e que poderia colocar os Estados Unidos e o Reino Unido em guerra. Kate precisa seguir seus princípios, mesmo quando isso significa não deixar que Hal descubra seus segredos nem arriscar o próprio poder.
Na cúpula do G7, na frente da delegação internacional, Kate renuncia ao cargo e vai embora. E mesmo que ela não tenha explicado suas intenções, o casal se entende, e Hal a segue.
Sobre a decisão de Hal, Keri diz que, independentemente do que aconteça entre eles, fica feliz por ele ter feito a coisa certa. Rufus acrescenta: “Isso mostra que não importa o que aconteceu, não importa em que pé está o relacionamento, eles estão em sincronia e sabem o que o outro pensa”.

A temporada termina com mais suspense, porque ainda não sabemos as ramificações dos planos da presidente nem as repercussões do que o casal Wyler fez.
Em uma temporada que começa com as consequências do roubo de uma arma nuclear, tudo é possível. Mas uma coisa é certa: Kate e Hal estão prontos para o desafio. Como Rufus diz: “Eles podem estar juntos ou separados, divorciados ou reconciliados, com novos parceiros ou em um ménage à trois, é sempre uma surpresa interessante”.
Assista às quatro temporadas de A Diplomata agora mesmo.



































































































