





🤐 ALERTA DE SPOILER 🤐
Em A Diplomata, a embaixadora Kate Wyler (Keri Russell) chega a Londres com uma missão: impedir a deflagração de uma guerra.
Após o bombardeio de um porta-aviões britânico na costa do Irã, Kate passa toda a primeira temporada criando alianças — e algumas inimizades — enquanto tenta descobrir quem está por trás do ataque: o Irã ou a Rússia?
Nos momentos finais da temporada, o público é arrebatado por uma revelação bombástica: o suposto mandante do ataque foi o primeiro-ministro britânico, Nicol Trowbridge (Rory Kinnear). Se você não esperava uma reviravolta dessa magnitude, saiba que está no mesmo time do secretário das Relações Exteriores do Reino Unido, Austin Dennison (David Gyasi).
E a lista dos supostos crimes do primeiro-ministro só aumenta. As cenas de desfecho do episódio final dão a entender que ele ordenou uma segunda explosão, ficando no ar se o marido de Kate, Hal (Rufus Sewell), o vice-chefe da missão na Embaixada de Londres, Stuart Hayford (Ato Essandoh), a funcionária Ronnie (Jess Chanliau) e o político Merritt Grove (Simon Chandler) sobreviveram ou não.
Agora fica a pergunta: que rumo a história desta série indicada ao Emmy® poderá tomar a partir de agora? O elenco e Debora Cahn, a criadora da série, estão a postos para esclarecer os fatos.
Debora Cahn: Eu quis deixar o público com vontade de mais. Minha ideia foi reunir as diferenças entre os relacionamentos políticos e pessoais em um acontecimento capaz de implodir tudo ao mesmo tempo. O conflito fundamental é que Kate e Hal Wyler se amam e são casados, mas também são colegas de trabalho que colaboram bastante e podem ser bem competitivos. Retratamos todas as dinâmicas de um relacionamento de casal e acrescentamos uma camada da qual eles não conseguem fugir. O trabalho está em casa, lado a lado, na cama. Acho que isso amplifica as coisas boas e as ruins de qualquer relação.
David Gyasi: Sem dúvida, foi chocante. Por essa, ninguém esperava. Uma das primeiras coisas que Debora me disse foi que dava para sacar quase todos os mocinhos e bandidos, mas os mais perigosos mesmo são aqueles que passam despercebidos e são tidos como inofensivos ou até tolos, como Trowbridge. Mas, quando pensamos nas segundas intenções dele, tudo faz sentido. Não estou comparando Trowbridge a Hitler, mas Hitler não trazia na testa seu nível de monstruosidade. Ele era bem mais sutil. Gosto de fazer essa analogia, pois acho que precisamos ficar alertas hoje em dia.
David Gyasi: Não faço a menor ideia. Quero muito saber como essa relação ficará. Eles são muito diferentes, mas, observando melhor, percebemos que as motivações dos dois provavelmente formam um elo mais forte do que o que existe entre outros personagens. Acho que ambos entendem por que alcançaram cargos de tanto poder e autoridade.
Rufus Sewell: Tomara. Espero que todo mundo tenha sobrevivido. Eu adorei esse final dramático. Minhas únicas esperanças são de que haja uma segunda temporada e de que todo mundo esteja bem. Mas a trama precisa ser realista.
Rufus Sewell: Só sei que estaremos ferrados se a solução vier rápido demais. Acredito que temos problemas suficientes para mais algumas temporadas. Quem sabe? Eu queria que alguém com a imaginação mais fértil do que a minha desse um pitaco, sem seguir minha sugestão simplória.
A Diplomata está disponível na Netflix.
Com colaboração de Cole Delbyck e Phillipe Thao.

































































































