O que acontece na temporada 1 de A Diplomata? Confira o resumo - Netflix Tudum

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    O que acontece na temporada 1 de A Diplomata? Um resumo dos jogos de poder

    Dois diplomatas, um casamento, tensão infinita. 

    Texto original de Rachel Chang
    24 de out. de 2024

O arriscado mundo das relações exteriores é uma dança política delicadíssima. Basta um passo em falso para aliados virarem inimigos, vidas entrarem em jogo e a guerra nuclear se tornar uma realidade iminente. 

Na temporada 1 de A Diplomata, que estreou em abril de 2023, esse cenário de suspense político serve como pano de fundo para o drama conjugal de um casal de diplomatas americanos, ambos atraídos por um nicho muito específico: a política de crise em zonas de perigo. Com a tensão nas alturas no próprio relacionamento e no campo mais amplo das relações exteriores, cada movimento e cada palavra carrega doses iguais de paixão e desconfiança. 

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    Mulher de cabelo castanho comprido e expressão séria, em pé diante de uma cortina bege em um local fechado suavemente iluminado.

Com Keri Russell, indicada ao Emmy® pelo papel e também produtora executiva da série, como Kate Wyler, e Rufus Sewell como Hal Wyler, a temporada 1 de A Diplomata acompanha o casal da capital dos Estados Unidos até a residência da embaixadora no Reino Unido (Winfield House). (Sim, esse é o nome verdadeiro da residência, mas as cenas foram filmadas em Wrotham Park, Hertfordshire, reconhecível de outras séries da Netflix, como BridgertonThe Crown). Por mais emaranhadas que fiquem as lealdades de Kate e Hal, o drama culmina em um momento explosivo no fim do último episódio da temporada 1. 

“Eu queria reunir todas as diferentes dinâmicas das relações políticas e das relações pessoais em um evento que despedaçasse tudo de uma vez só. Queria que isso deixasse as pessoas com gostinho de quero mais”, diz a criadora Debora Cahn (The West Wing: Nos Bastidores do PoderHomeland) ao Tudum.

E deixou mesmo. Confira a seguir um resumo do que aconteceu nos oito episódios da temporada 1 de A Diplomata

Resumo da temporada 1 de ‘A Diplomata’
Alex Bailey/Netflix

Quem é A Diplomata?

Kate Wyler é a personificação da mulher durona, tanto na vida quanto no trabalho. Ela já cumpriu missões diplomáticas em Beirute, no Líbano e em Islamabad, no Paquistão, e agora conquistou o cargo dos sonhos: embaixadora no Afeganistão, em Cabul. Talvez não seja o destino que a maioria dos diplomatas deseja, mas Kate é movida pela vocação do serviço público e adora negociar situações complicadas. É o trabalho para o qual ela vem se preparando a vida toda.

Mas Kate não é a única diplomata por perto. Na verdade, não é nem a única do próprio casamento. Entra em cena Hal Wyler, embaixador de carreira astuto e cheio de traquejo, conhecido pelo charme sedutor e por ser excessivamente direto. Por falar nisso, ele foi deixado de lado desde que chamou o secretário de Estado de criminoso de guerra. Com esse histórico, Hal não vai conseguir outra missão de destaque tão cedo.  

Dois diplomatas em um casamento geram uma relação cheia de idas e vindas para a família Wyler, então não surpreende que eles estejam à beira do divórcio. O limite entre trabalho e vida pessoal parece inexistente e as interações entre os dois são quase sempre secas e utilitárias. Ela está acostumada a instruí-lo antes de reuniões com chefes de Estado, e ele, a cheirar as axilas dela para conferir se está tudo certo. Até os momentos íntimos do casal parecem mais uma questão de serviço do que de prazer. 

Por que Kate é designada para servir em Londres?

Uma explosão a bordo do porta-aviões britânico HMS Courageous, matou mais de 40 militares da Marinha Real e os Estados Unidos estão sem representante diplomático no Reino Unido, o que é péssimo. Enquanto faz as malas para Cabul, Kate é chamada ao Salão Oval, onde o presidente Rayburn (Michael McKean) e a chefe de gabinete da Casa Branca, Billie Appiah (Nana Mensah), pedem que ela mude de destino e vá para o Reino Unido. Um avião já espera para levá-la a Londres.

A relutância inicial de Kate cede ao chamado do dever quando ela embarca no avião, com Hal a tiracolo. Ela entende o que está em jogo, mas todo o cerimonial que acompanha a diplomacia britânica simplesmente não faz seu gênero. Kate arrumou ternos pretos e uma burca na mala, mas está indo para o país do chá, da pompa e muita circunstância. 

As formalidades cerimoniais a envolvem de imediato: há sessões de fotos nos funerais dos marinheiros e até um ensaio de alta-costura para a Vogue britânica. Reclamando a cada momento (e chegando a chutar os saltos para longe e se deitar no chão de pedra), Kate logo percebe que precisa fazer o “lance de Cinderela” para entrar no jogo político. Os saltos são altos e as apostas, mais altas ainda. 

Se o sapatinho não serve, por que a Casa Branca está mandando Kate?

Antes de Kate desembarcar, Billie conta um segredinho a Stuart Hayford (Ato Essandoh), vice-chefe de missão na embaixada no Reino Unido. As credenciais de Kate para o posto diplomático em Londres estão em ordem, claro, mas o que motiva a nomeação vai muito além disso.

O marido da vice-presidente Grace Penn se envolveu em um escândalo após dar sumiço em um subsídio de 6,3 milhões de dólares. Com o Wall Street Journal no encalço, a queda dela é questão de meses. O cargo desperta o interesse de várias políticas, mas quem reúne o que os EUA precisam no momento é Kate. O problema é que ela é ríspida e sem traquejo social, então Billie precisa saber a opinião de Stuart e, quem sabe, de um empurrãozinho dele para a transformação da diplomata.

A vice-presidência é um cargo incrível e de enorme visibilidade, mas nunca foi o objetivo de Kate. O que a atrai é o trabalho de bastidores, a mão na massa em países com laços diplomáticos mais delicados. Convencê-la vai dar trabalho, ainda mais se ela tiver que manter Hal por perto. Afinal, uma vice-presidente divorciada dificilmente projeta a imagem de união que o cargo pede. 

Mas tem uma pessoa que adoraria o cargo: Hal, sedento por poder.

Resumo da temporada 1 de ‘A Diplomata’
Alex Bailey/Netflix

Certo, então ela é bem mais que uma diplomata. Mas quem bombardeou o navio de guerra britânico?

As suspeitas recaem rapidamente sobre o Irã e, enquanto Kate aciona suas fontes, Hal não resiste à tentação de se meter. Tanto que faz uma ligação sigilosa de um celular descartável, provocando uma corrida do lado iraniano para provar a inocência do país. E olha que eles vão longe. Rasoul Shahin (Bijan Daneshmand), vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, arma um sequestro e sedação de Hal só para ter uma linha direta com ele. Shahin garante que o Irã não tem nada a ver com o ataque e avisa: se vier uma ofensiva com respaldo dos EUA, o país reagirá como se tivesse sido atacado sem provocação. 

Enquanto isso, mesmo sem provas, o primeiro-ministro britânico Nicol Trowbridge (Rory Kinnear) não hesita em culpar o Irã e declara publicamente: “Se Teerã fez isso, escrevam minhas palavras, eu vou fazer chover fogo neles”. A fala viraliza. Com a investigação em andamento, os EUA precisam se posicionar com cuidado diante do Reino Unido e do Irã.

Kate logo forma uma aliança com o ministro das Relações Exteriores britânico, Austin Dennison (David Gyasi), e entra sorrateiramente na reunião dele com o embaixador iraniano Hajjar. É ali que ele escreve em um papel, e em seguida queima, o nome de Roman Lenkov, mercenário russo responsável pelo ataque. Em seguida Hajjar cai duro e morre. O jogo já não é mais de acusações e ameaças de guerra. Agora é questão de vida ou morte. 

Então, como os EUA e o Reino Unido vão retaliar a Rússia?

A Rússia atacou o Reino Unido?! Parece cômico demais para ser verdade. Tanto que, quando Kate e Austin conversam sobre a situação, ela não consegue segurar a gargalhada porque, nas palavras da diplomata, a situação é “muito ruim”. No meio do choque surgem os primeiros indícios de um clima romântico entre os dois. Hal chega a perceber isso e diz a Kate que, se o divórcio realmente sair, ela deveria ficar com Austin, já que vai precisar de “alguma coisa por fora ou vai amarrar a cara, o que é ruim pra América”. 

Entre um flerte e outro, incluindo um mal-entendido bastante constrangedor por parte de Austin, Kate e Austin arregaçam as mangas e começam a esboçar a retaliação. Como Trowbridge está impaciente para agir, Kate aposta em uma tática nada ortodoxa e muito arriscada. “Parece que o senhor quer explodir alguma coisa”, diz ela ao primeiro-ministro, antes de colocar uma lista de alvos na mesa: “Por que não explode?”. 

A tática de choque e pavor dá certo, embora talvez o crédito pertença mesmo à conversa improvisada de madrugada na cozinha, regada a tortas e vinho, entre Kate, Hal e Trowbridge. O fato é que ela ganha a chance de propor uma saída pacífica.

Quando o sol nasce, Kate apresenta um plano detalhado: congelar os bens de determinados russos em Londres para pressionar financeiramente o Kremlin e mandar um recado. Trowbridge descarta a proposta de imediato, dizendo que prefere bombardear as tropas russas na região de Alepo, Raqqa e Hama. Um deslize na pronúncia de Hama não escapa a Kate, que desconfia que ele esteja apenas reproduzindo o discurso de outra pessoa. Mas de quem?

Resumo da temporada 1 de ‘A Diplomata’
Alex Bailey/Netflix

Quem são os aliados de Kate?

Kate brinca com Stuart no primeiro encontro dizendo que a situação lembra um casamento arranjado, mas a confiança entre os dois é imediata, apesar de uns tropeços aqui e ali. Com a chefe da CIA, Eidra Park (Ali Ahn), a história é outra: ela namora Stuart em segredo e demora mais para baixar a guarda, já que flagra Kate driblando o protocolo e buscando fontes pelas costas dela. Com o tempo, porém, as duas passam a se respeitar. 

Enquanto isso, continua no ar aquele clima de "vai ou não vai" entre Kate e Austin. Leais a seus respectivos lados do Atlântico, os dois nem sempre concordam, mas no geral formam uma dupla de trabalho e tanto. 

O presidente Rayburn é mais econômico nos aplausos, mas respeita a tenacidade de Kate e chega a elogiá-la depois de uma visita à Winfield House. Afinal, ela não estaria na lista de finalistas para a vice-presidência se ele pensasse de outra forma. Mas ele faz questão de deixar claro que está incomodado com algo: “Joga essa ideia de renunciar no lixo. Eu fico muito puto com esse negócio”.

Mas e o marido dela? Hal é gente boa?

A única coisa que balança mais que o "vai ou não vai" do divórcio de Kate e Hal são as reais intenções dele. Uma hora o diplomata age pelas costas dela, com ligações e reuniões sigilosas, em outra se desdobra para ajudá-la. No trabalho, é ele quem descobre com quem Trowbridge tem conversado de madrugada para receber orientação política. Na vida pessoal, Kate chega a agradecer por ele ter dormido com ela no momento em que precisava. 

Ele até parece tentar assumir o papel de coadjuvante. Referindo-se a si mesmo como “a esposa”, entra nas brincadeiras e solta o charme com Cecilia Dennison (T'Nia Miller), irmã do ministro das Relações Exteriores britânico.

O pêndulo balança para os dois lados também no caso de Kate. É ela quem pede a Hal que a substitua na ida ao aeroporto para receber o secretário de Estado e no discurso na Chatham House, em Londres. Ainda assim, Kate parece tratá-lo como culpado até prova em contrário. 

Resumo da temporada 1 de ‘A Diplomata’
Alex Bailey/Netflix

Agora que tudo isso está esclarecido, os EUA e o Reino Unido vão mesmo à guerra contra a Rússia?

O grupo de Lenkov é russo, disso não há dúvida, mas nada prova em definitivo que o Kremlin tenha comandado o ataque. E atacar sem provocação pode levar a uma guerra nuclear. É consultando Margaret “Meg” Roylin (Celia Imrie), ex-assessora de Trowbridge, que se chega a um plano de defesa em apoio à Líbia, onde as tropas de Lenkov vêm causando estrago.

A jogada parece perfeita, até esbarrar em Miguel Ganon (Miguel Sandoval), secretário de Estado dos EUA, que descarta a ideia na hora e nem cogita apresentá-la a quem está acima dele. 

Nesse mundo, ninguém escapa da corrida pelo poder, e Ganon não é exceção: ele quer a presidência e sabe que, se o plano para a Líbia der certo na gestão de Rayburn, sua vez nunca vai chegar. Ah, a política.

Mas Kate não vai deixar o ego de ninguém atrapalhar. Ela passa por cima de Ganon e consegue o aval. O plano está de pé.

Como os russos reagem ao plano para a Líbia?

Antes de qualquer movimentação de tropas, Austin e Kate procuram o embaixador russo Oleg Balakin (Ian Drysdale), cada um por conta própria, para revelar os planos. No encontro com Kate, Balakin anuncia que vai fazer uma “preleção” e emenda um discurso inflamado. Enquanto fala, porém, escreve o caminho para ela sair pelos fundos e encontrar uma mulher em uma loja de vinhos.

Para espanto de Kate e, depois, de todos os envolvidos, os russos entregam o paradeiro de Lenkov para que ele seja capturado. A informação não tem preço, mas traz uma complicação: Lenkov estará em Cap d'Antibes, na França, e prendê-lo em território francês depende da cooperação da polícia local. 

No meio dessa correria, Kate dá um pulo na Casa Branca para uma reunião de 40 segundos, o suficiente para sinalizar à Rússia que a informação dada por eles está sendo levada a sério. E lá ela descobre que Ganon já falou diretamente com Trowbridge, que está furioso com ela: o primeiro-ministro tinha anunciado o plano para a Líbia havia apenas 12 minutos.

Resumo da temporada 1 de ‘A Diplomata’
Alex Bailey/Netflix

Por que Kate e Dennison viajam a Paris juntos? 

A dificuldade na captura de Lenkov é que Trowbridge quer as Forças Especiais britânicas à frente da operação, algo incomum fora das fronteiras do Reino Unido. Kate e Austin vão então a Paris pedir autorização à ministra do Interior da França, Brielle Fournier (Micky Sébastian). E ouvem um não.

Enquanto isso, Hal liga para Kate e conta que o discurso na Chatham House foi tão bem recebido que um parlamentar, Merritt Grove (Simon Chandler), pediu uma reunião imediata, e ele aceitou na hora. Para Kate, o recado é claro: Hal não se contenta em ficar em segundo plano e está de olho mesmo é no cargo de secretário de Estado. Ela exige que o encontro com Grove não aconteça, mas ele bate o pé. Kate então põe Stuart a par da reunião e procura Meg para tentar descobrir o que ela sabe sobre Grove. 

Afinal, Kate e Austin vão para a cama?

Em um evento chique no Louvre, tudo indica que a atração entre Kate e Austin está esquentando, ainda mais quando ela foge do próprio figurino e aparece de vestido vermelho.

Mas o trabalho vem em primeiro lugar, e ela puxa Brielle para um canto. A autorização para prender Lenkov acaba saindo, fruto da relação entre França e EUA. Em seguida, porém, Brielle solta uma bomba: não entende como os americanos podem estar de acordo com o assassinato. Kate fica perplexa porque, para ela, o combinado era uma prisão. Afinal, eles precisam de Lenkov vivo para descobrir quem o contratou.

À medida que Kate liga os pontos, os alarmes começam a soar. É conversando com Austin nas ruas de Paris sob luzes românticas que a ficha finalmente cai. “Lenkov morto só presta para quem contratou ele”, diz ela. A conclusão é uma só: Trowbridge contratou Lenkov para explodir o porta-aviões do próprio país. 

Nem é preciso dizer que a revelação é uma reviravolta e tanto, e a noite deixa de seguir o rumo que parecia estar tomando para Kate e Austin.

Resumo da temporada 1 de ‘A Diplomata’.
Alex Bailey/Netflix

Como termina o episódio final da temporada 1 de A Diplomata

A cena de cair o queixo em Paris é intercalada com o que se desenrola em Londres, onde Stuart e seu assessor, Ronnie Buckhurst (Jess Chanliau), correm contra o relógio para chegar à reunião com Grove antes de Hal. Ronnie se adianta e avisa que Stuart está a caminho, o que enfurece Grove, já que ele esperava encontrar Hal. 

Grove sai às pressas em direção ao carro. Stuart e Ronnie correm até ele de um lado, Hal vem do outro, e de repente BUM! O carro explode.

Afinal, quem morreu na explosão? Será que Kate vai ser vice-presidente? E o que é essa história de conversas interceptadas?

Isso que é que foi um gancho! E agora? Algum dos quatro escapou com vida? Em Paris, as autoridades procuram Kate com uma notícia que parece atingi-la em cheio. Seria algo sobre Hal? Sobre Stuart? Sobre nenhum deles, ou sobre os dois? 

Fica no ar uma pista enigmática. Quem tem olhar, ou melhor, ouvido atento, e esperou o fim dos créditos foi presenteado com um áudio de comunicação via rádio. Várias vezes se ouve: “Qualquer estação neste local, aqui é Delta 3-6, transmitindo no escuro”. Em seguida, “com falha de comunicação suspeita”. E, para encerrar, “Delta 3-6, câmbio e desligo”.

Seria uma comunicação militar do HMS Courageous? O sotaque de quem fala na versão original parece britânico, o que reforça a hipótese. Talvez seja uma referência ao futuro político de Kate? Ou, quem sabe, algo totalmente diferente?

Para descobrir quem sobreviveu, o que significa a mensagem misteriosa e se Kate se torna vice-presidente, assista à temporada 2 de A Diplomata, que estreia em 31 de outubro.

Assista ao trailer da temporada 2 de A Diplomata
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