





Bem quando a gente jurava que não tinha mais trocadilhos automotivos na reserva, chega outra temporada de O Poder e a Lei. A história de Mickey Haller (Manuel Garcia-Rulfo) continua em uma terceira leva de episódios que estreia em 17 de outubro. Por isso vale a pena retornar ao passado e relembrar a temporada anterior. Os casos, as reviravoltas, as tramas resolvidas e pontas soltas, os novos personagens e os velhos conhecidos, está tudo reunido aqui embaixo. Coloque o cinto e curta a viagem.

Ao final da temporada 1, Jesús Menendez (Saul Huezo), antigo cliente de Mickey, sai da cadeia graças ao depoimento de Gloria Dayton, também conhecida como Glory Days (Fiona Rene). Só que o homem da tatuagem com escrita japonesa, apontado por Glory como o verdadeiro autor do crime imputado a Jesús, continua à solta e no encalço de Mickey.
Na prática, a temporada 2 começa com Mickey levando um soco na cara em um estacionamento, mas isso a gente explica depois. Logo em seguida, há um flashback, que volta alguns meses e revela o “advogado mais gostosão de Los Angeles” aproveitando a fama recém-conquistada após ganhar o caso da temporada 1. (Ele até ganha um perfil no LA Times). Só que nem todo mundo é fã de Mickey. Constrangida e disposta a baixar um pouco a bola dele, a promotoria determina que o detetive Raymond Griggs (Ntare Guma Mbaho Mwine), da polícia de Los Angeles, reabra o caso de Jesús.




Longe disso. Quem matou Martha Renteria e tentou matar Glory Days foi Russell Lawson (David Clayton Rogers). Mas, em um golpe esperto, Russell contrata Mickey como advogado e confessa o crime, sabendo que o sigilo profissional e o dever de confidencialidade o impedem de abrir a boca, sob pena de ter a licença cassada.
Mickey conversa com um amigo da família, David “Legal” Siegel (Elliott Gould). Os dois bolam um plano para enganar Russell e garantir que haja policiais de plantão em frente à casa de Glory Days quando Russell voltar para terminar o serviço.
Após depor a favor de Jesús, Glory Days é presa por prostituição e posse de cocaína. Ela joga a culpa em Mickey e afirma que a polícia de Los Angeles implica com ela desde que o ajudou. Para tirá-la da enrascada, Mickey, com o apoio da ex-esposa, a promotora Maggie McPherson (Neve Campbell), negocia a liberdade dela em troca de informações sobre um figurão de um cartel de Tijuana. Até que Mickey deixa de propósito os documentos com os detalhes da soltura de Glory bem à vista de Russell quando ele passa no escritório para pegar algo. Russell ataca Glory em casa, mas ela é salva pelos tais policiais que Maggie mandou vigiar o local para protegê-la do chefão do cartel, e não de Russell.
Ou seja: Glory está em segurança, Russell é capturado, Jesús sai livre e Mickey não infringiu nenhuma regra de conduta profissional.

É o julgamento de Lisa Trammell (Lana Parrilla). Mickey conhece a chef e dona de restaurante no próprio estabelecimento. Ela lhe mostra o lugar e depois o convida para ir à sua casa, que fica no mesmo terreno do restaurante.
O clima esquenta, mas o Advogado do Lincoln dá um basta quando Lisa é presa pelo assassinato de Mitchell Bondurant (Clint Carmichael) e pede que ele a represente.
Bondurant é um incorporador imobiliário cheio da grana e frustrado porque Lisa não quis vender o imóvel onde vivia e trabalhava. O plano dele era demolir tudo e construir um arranha-céu. Após meses de protestos e bate-bocas entre os dois, Mitchell pediu uma ordem de restrição, e um de seus inspetores de obra, Walter Kim (Keong Sim), foi a testemunha principal do caso.
Lisa garante que não matou Bondurant, mas as evidências pesam contra ela. A começar pela arma do crime: um martelo encontrado no galpão de ferramentas de Lisa, que, segundo ela, era do ex-marido, Jeff (Adam J. Harrington). E a acusação fica nas mãos de Andrea Freemann (Yaya DaCosta), uma das melhores promotoras da cidade.
Não é bem assim. Mickey ganha o caso sugerindo que Lisa foi incriminada por Alex Grant (Michael A. Goorjian), dono de uma construtora de má reputação, na época investigado pelo FBI pela ligação com a máfia armênia. Mas existe um problema: Lisa pode até ser inocente deste assassinato, mas Mickey descobre que ela deu cabo do ex-marido! Em vez de se divorciar de forma oficial e correr o risco de perder o restaurante, Lisa matou Jeff e o enterrou embaixo do coentro na horta. Esse é o verdadeiro motivo da recusa em vender o imóvel: ela sabia o que os incorporadores de Bondurant encontrariam ao começar a escavar.

Walter Kim. O fiscal de obra e testemunha da ordem de restrição foi subornado por Alex Grant para aprovar serviços fora do padrão e cortar custos. Quando essas aprovações irregulares vieram à tona, Bondurant mandou um e-mail a Alex ameaçando acionar as autoridades. Ao perceber que sua assinatura comprometedora estava em tudo, Walter distraiu Mitchell Bondurant e bateu na cabeça dele com um martelo. Como ela já constava na ordem de restrição, Walter viu em Lisa a culpada perfeita e fingiu ser fiscal de vigilância sanitária para entrar no restaurante-casa dela, furtar o martelo e plantar outras evidências.
Boa pergunta. O investigador particular de Mickey, Dennis “Cisco” Wojciechowski (Angus Sampson), descobre que a mulher de Walter deu queixa de desaparecimento e o veículo dele foi abandonado ao lado da marina. Por enquanto, Walter é dado como morto, provavelmente uma queima de arquivo encomendada por Alex Grant, já que o FBI passou a investigar sua fraude nas obras.
No fim da temporada 1, o chefão dos Santos do Asfalto, Teddy (Chris Browning), dá a entender que Cisco pode quitar a dívida com uma última incumbência: assegurar que Pete “Kaz” Kazinski (Douglas Bennett), integrante dos Santos do Asfalto, não faça um acordo para dedurar a antiga gangue e antecipar sua liberdade. Cisco topa “ficar de olho nele”, mas o problema é o seguinte: o investigador e Kaz são velhos amigos, e Cisco tem uma dívida com o criminoso por este tê-lo mantido fora da cadeia. Por isso, quando descobre que Kaz está mesmo cooperando com os federais, Cisco dá um jeito de proteger tanto os Santos do Asfalto quanto o amigo. Depois, o investigador confessa tudo à noiva, Lorna Crane (Becki Newton). Quando Cisco garante que Kaz deixou de ser um problema, Teddy responde que está tudo certo.

Quase! Nesta temporada, ela indica Mickey como seu mentor oficial, mas precisa da assinatura do reitor para validar. Infelizmente para Lorna, o reitor é o professor Wheaton (Brian McGovern), que deu em cima dela e a fez abandonar a faculdade de Direito. Só que, desta vez, Lorna o enfrenta e prova que foi a melhor aluna da turma, não a queridinha de um professor assediador. Depois da conversa, Cisco aparece na varanda de Wheaton dizendo que deseja “colocar um ponto final” na história.
Logo no início da temporada 2, Izzy (Jazz Raycole) volta com a ex, Ray (Shelby Lee Parks), e as duas sonham em abrir um estúdio de dança. Mas, para bancar sua parte da entrada, Ray faz um acordo com o ganancioso podcaster Henry Dahl (Matt Angel) para roubar um contrato de dentro do Lincoln de Mickey, que está estacionado na casa de Izzy. (O tal contrato dava a Mickey o controle dos direitos sobre a história de Lisa, algo que Henry queria a todo custo.) Ao descobrir a traição de Ray, Izzy termina o relacionamento. Depois, ela acaba conseguindo o espaço por conta própria. Assim, apesar de entregar as chaves do carro ao fim da temporada, ela ainda pretende trabalhar meio período no escritório enquanto administra o estúdio.
Sim! Quando descobrem que o local tinha sido reservado em duplicidade, os dois vão direto ao fórum. Depois, Cisco surpreende Lorna com uma recepção linda no novo estúdio de Izzy, com direito a rabanada, banda de mariachis e o cão Winston todo elegante de gravata-borboleta.

Lamentamos, fãs de Mackey! Após mais uma temporada de idas e vindas, Maggie recebe uma proposta para chefiar a divisão de crimes graves na promotoria de San Diego. Ela diz a Mickey que sempre vai amá-lo, mas que a relação não engrena. Para seguir em frente, ela precisa mudar de cidade. Ele afirma que ela está cometendo um erro, mas Maggie o beija e se despede.
Er, não. Ela é uma assassina, esqueceu? Os dois até ficam de novo depois do veredito de inocência dela (quando a chef já não é mais cliente dele, claro). Mas, assim que o passado sombrio de Lisa vem à tona, Mickey termina de vez. Nesse meio-tempo, Lorna manda o detetive Griggs procurar o corpo de Jeff.
Mickey supõe que Alex Grant tenha contratado os capangas, mas Lorna desconfia que foi Lisa, tentando reforçar a própria inocência e jogar ainda mais a culpa em Grant.

Depois de perder o caso em sua primeira derrota para Mickey, a promotora Andrea entrega a ele uma caneca de “advogado nº 1” e garante que estará preparada da próxima vez. (Será que rolou um clima?) Em seguida, Mickey comparece ao brunch de Lorna e Cisco e depois janta com Legal, que está preocupado com uma possível vingança de Alex Grant. Afinal, Mickey o denunciou no tribunal e fez com que ele perdesse um grande contrato de construção. Legal ainda aconselha Mickey a não abrir mão de tanta coisa pelo trabalho, sob o risco de ficar sem o amor das pessoas mais importantes para ele.
Voltando para casa, Mickey recebe um telefonema de Izzy sobre um novo cliente, Julian La Cosse (Devon Graye), e vai até a delegacia conhecê-lo. Nos últimos instantes da temporada, Mickey descobre que sua amiga Glory Days está morta, e Julian é o principal suspeito.
A gente se vê em 17 de outubro para, quem sabe, descobrir tudo isso quando estrear a temporada 3 de O Poder e a Lei.












































































