





🤐 ALERTA DE SPOILER 🤐
Freya Allan não cansa de se surpreender com a alquimia única de The Witcher, mesmo após três temporadas interpretando Cirilla “Ciri” de Cintra, a princesa e aprendiz de bruxa sobre quem recaem tantas profecias.
No entanto, ela estava mais do que pronta para seu maior desafio até agora: o episódio 7 da temporada 3, quando Ciri parte em uma jornada angustiante pelo distante Deserto de Korath. A aventura é um marco nos livros de The Witcher, de Andrzej Sapkowski, que inspiram a série.
“A parte em que mais me concentrei foi o deserto e como ele é descrito no livro. Eu queria transmitir a essência dele na minha interpretação, porque é um momento decisivo para Ciri”, conta Freya ao Tudum.
Ciri entra no deserto morrendo de medo de quem ela é e dos poderes que tem, mas sai de lá como uma sobrevivente. “O capítulo inteiro do deserto é sobre Ciri se descobrindo”, diz Freya. E um unicórnio muito especial vai ajudá-la nessa jornada.
Conhecemos Cavalinho, o inesperado amigo unicórnio de Ciri, quando ela começa a perder o controle no deserto. No episódio anterior, Ciri se reúne com os pais adotivos, Geralt (Henry Cavill) e Yennefer (Anya Chalotra), porém, após uma conexão catastrófica com o monólito em Tor Lara, a princesa é transportada pelo espaço-tempo para o Deserto de Korath. Cavalinho surge naquele lugar desolado e logo se torna a salvação de Ciri. Ele a avisa para não se esconder no que parece ser uma poça de água fresca na areia quente, pois é uma armadilha: a poça, na verdade, é um monstro sedento de sangue, cheio de dentes afiadíssimos.
Apesar de Ciri ainda estar abalada após seu último encontro com a morte, Freya não segurou o riso ao lembrar das filmagens do episódio no Marrocos com seu colega unicórnio. “Na verdade, era um cavalo de circo”, conta a atriz. Para ter um resultado perfeito, Freya, o assistente de direção Harry Boyd e os donos do cavalo tiveram que trabalhar juntos. A atriz até chegou a fazer treinos extras com o animal para criar uma conexão maior com ele. Afinal, Cavalinho é a salvação de Ciri durante uma das experiências mais traumatizantes da vida dela, que já é bem trágica.
“Eu me deitei no deserto com o cavalo e fiquei abraçada com ele. Foi incrível e lindo”, lembra a atriz.
Embora Cavalinho seja uma esperança no deserto, ele não é a única criatura que Ciri encontra no episódio 7. Ela também é visitada por Falka (Hiftu Quasem), uma princesa antiga e nobre meio-elfo que recorre à brutalidade para conseguir o que acredita ser seu. Acontece que Falka também é uma ancestral de Ciri. Ela era uma princesa redaniana e líder rebelde cujo nome virou sinônimo de conflito e profecia sombria. Contudo, alguns dizem que Falka foi apenas uma garota abandonada pelo pai, o rei Vridank, que queria recuperar seu direito de nascença. Ela foi queimada na fogueira por seus supostos crimes e deixou para trás uma maldição. Agora, Falka quer que Ciri siga seus passos cruéis.
Freya acha que Falka é fruto da imaginação, uma projeção dos pensamentos confusos de Ciri sobre liderança. “A principal motivação dela é ver o Continente ser governado da forma correta. Ela quer ter certeza de que não vai cometer os mesmos erros da avó”, conta a atriz, se referindo ao fato de a rainha Calanthe (Jodhi May) — cuja memória assombra a jovem no deserto — matar elfos como Ciri durante seu reinado.
Apesar da dor causada por Calanthe, Ciri passa o episódio 7 lidando com o luto pela morte da avó e de outras pessoas queridas, como o conselheiro Myszowor (Adam Levy). “Era muito importante trazer essa carga emocional para o episódio, porque tudo isso está ligado com ela se sentir abandonada por Geralt e Yennefer”, diz Freya. Ciri ama sua nova família, mas tem um medo constante de que eles se voltem contra ela ou a abandonem como todos os outros.
Falka quer que Ciri transforme essa dor em destruição. Quando a jovem começa a usar magia de fogo, Falka mostra a ela uma visão de todas as pessoas que ama sendo torturadas. Para Falka, essa fantasia é o caminho para a liberdade absoluta. Em vez de machucar aqueles com quem se importa, Ciri renuncia ao poder.
Freya não está convencida de que a magia de Ciri se foi. “Acho que é mais sobre ela escolher esse novo caminho. Naquele momento, Ciri vê todos que ama morrendo e decide que não quer ser essa pessoa com a magia de fogo. Ela acredita que abrir mão de seus poderes é uma forma de salvá-los. Mas é mais uma questão da cabeça dela do que qualquer outra coisa”, explica a atriz.
A própria Ciri deixa transparecer que ainda carrega consigo as chamas da ira de Falka. No final do último episódio da temporada 3, ela mata alguém pela primeira vez e diz o nome Falka quando se junta aos Ratos, um grupo desorganizado de foras da lei. “Na cena final da temporada 3, ela está de luto e se distanciando aos poucos da Ciri que conhecemos antes: a garota inocente e sonhadora. Ela sente que não é mais a Ciri. De repente, ela é como Falka, essa personagem violenta com quem ela conversa e que já matou muitas pessoas”, conta Freya.
Ainda assim, a atriz tem esperanças de que nem tudo está perdido para a garota mais poderosa do Continente: “É uma situação cheia de camadas, mas vamos esperar para descobrir o que acontece na temporada 4”, comenta ela.
Os Ratos são a nova família de Ciri, como descreve a showrunner Lauren Schmidt Hissrich ao Tudum. “Eles são um grupo de jovens rebeldes que estão sempre se divertindo e se metendo em encrenca. É um lado completamente diferente de Ciri e que nunca conhecemos antes”, explica Lauren.
Embora a showrunner diga que Freya está muito animada para trabalhar com um novo grupo de colegas jovens como ela, a atriz destaca como o lugar de Ciri nessa nova família é complexo. No fim das contas, ela não atende mais por Ciri, ela adotou o nome Falka.
“De repente, ela quer ser outra pessoa. Não quer nem pensar em Geralt e Yennefer, só quer esquecer tudo”, conclui Freya.
Quem Ciri — ou melhor, Falka — será agora que está com os Ratos? Você vai ter que mergulhar na temporada 4 de The Witcher para descobrir.


















































































