




A aventura de Madelyn Cline, estrela de Outer Banks, está apenas começando.
Para Madelyn Cline, a fama chegou com uma de uma lata de White Claw.
A estrela de Outer Banks estava em um parque de Los Angeles com uma amiga, em 2020, quando foi reconhecida por um fã pela primeira vez. “Eu percebi que tinha um carro. Ele passou uma vez, duas vezes e, em seguida, uma terceira vez”, conta Madelyn ao Tudum, no London Hotel em West Hollywood. Sentindo-se desconfortável, a atriz pediu à amiga que fossem embora. “Começamos a juntar nossas coisas, mas então uns garotos saíram do carro deles e vieram na nossa direção. Eles me entregaram uma latinha de White Claw e disseram: ‘Podemos tirar uma foto? Você é daquela série!’. Foi ali que a ficha caiu. Foi a primeira vez que uma coisa assim aconteceu comigo. Peguei a White Claw e tirei a foto”.
Agora, pouco mais de dois anos depois (e incontáveis fotos com fãs), Madelyn está rapidamente se tornando uma das jovens atrizes mais requisitadas de Hollywood. A artista de 25 anos, que largou a faculdade na Carolina do Sul para seguir carreira como atriz, já soma duas temporadas em Outer Banks, o drama de aventura adolescente da Netflix que receberá uma terceira em 23 de fevereiro, e vem acumulando cada vez mais experiências típicas de uma estrela em ascensão: contratar sua própria equipe de beleza, viajar o mundo e fechar parcerias com marcas de moda. E ela compartilha quase tudo com seus 14 milhões de seguidores entusiasmados no Instagram.

Com visual impecável e postura profissional, Madelyn tem tudo o que se espera de uma estrela de seriado. Ainda assim, ela também transmite uma vibe tranquila: de vez em quando, deixa escapar um bocejo ou faz um comentário descontraído sobre a cinta modeladora estar apertada demais. “Ainda estou aprendendo a morar sozinha e a ser adulta”, admite. “Mas agora minha vida está cheia de coisas que eu sempre sonhei em fazer, como eventos de imprensa e ensaios fotográficos”.
A atriz, conhecida como Maddie entre amigos e familiares, tem um carisma natural que transparece tanto na tela quanto fora dela. Isso, aliás, ajuda a explicar por que os fãs são tão obcecados por sua personagem Sarah Cameron, uma Kook que se tornou Pogue em Outer Banks. “A galera da série realmente passou por muita coisa”, diz Madelyn sobre a temporada 3, que continua acompanhando a busca dos Pogues por ouro e a relação conturbada de Sarah com a família.
A infância da própria Madelyn foi bem menos perigosa, embora também tenha tido uma boa dose de aventuras. Nascida e criada nos arredores de Charleston em Goose Creek, na Carolina do Sul, ela se interessou logo cedo pela cultura pop e pelo entretenimento. A mãe, Pam, que trabalhava como corretora de imóveis, e o pai, Mark, que era engenheiro, sempre incentivaram as inclinações artísticas da única filha.

“Não teve um momento específico que consigo identificar. Era um fascínio que foi crescendo e se transformou em uma espécie de obsessão”, conta ela sobre sua motivação para tentar a carreira de atriz. “Eu tinha pequenos personagens que eu vestia e ganhavam papéis, e eu também fazia pequenas apresentações com amigos”.
Os primeiros cachês de Madelyn vieram de trabalhos como modelo e de comerciais de TV para marcas como a T-Mobile. Ela passou apenas seis semanas estudando na Coastal Carolina University, em Conway, na Carolina do Sul, antes de decidir se mudar para o outro lado do país e tentar arriscar uma carreira de atriz em tempo integral em Los Angeles.
“Realmente gosto de pensar que tudo acontece por uma razão, mas, ao mesmo tempo, duvido tanto de mim mesma que não consigo acreditar totalmente nisso”, admite. Seu primeiro ano em Los Angeles não foi fácil: ela teve que dormir no carro, morar em apartamentos capengas e trabalhar em empregos que pagavam mal. Mas, ao contrário da maioria das pessoas que se mudam para Hollywood cheias de sonhos e acabam voltando de mãos abanando, Madelyn logo se tornou uma atriz profissional, com participações em Vice Principals, Os Originais e, em 2017, apareceu em dois episódios da temporada 2 de Stranger Things.

“Fiquei muito animada de participar da série, mas também senti um nervosismo enorme na hora de conhecer todo mundo. Era o maior set em que eu já tinha trabalhado, então foi bem intimidante. A gravação aconteceu durante a madrugada, para uma cena da festa à fantasia em que Nancy (Natalia Dyer) e Steve (Joe Keery) terminam o namoro. Eu me diverti muito”, conta.
No ano de 2018, Madelyn conseguiu o papel em Outer Banks. A série, sobre adolescentes de classes sociais opostas que vivem em ilhas-barreiras na costa da Carolina do Norte e embarcam em uma caça ao tesouro, se tornou um sucesso instantâneo e transformou seus protagonistas em celebridades praticamente da noite para o dia quando estreou em abril de 2020. “Como vivemos tudo isso juntos, todos nós passamos pelas mesmas coisas. É algo muito especial”, diz Madelyn sobre o forte vínculo entre o elenco. Ela acrescenta que é muito grata por tudo que a série lhe proporcionou, incluindo a oportunidade de dar vida a uma personagem que ama por 30 episódios (até agora!) e a visibilidade que a ajudou a conquistar um papel em Glass Onion: Um Mistério Knives Out, com um elenco repleto de estrelas.
No set da sequência de Knives Out, em 2022, Madelyn decidiu absorver “o máximo que podia” de seus colegas de elenco, entre eles Daniel Craig, Kate Hudson e Janelle Monáe. “Pude acompanhar todos eles em ação, fazendo o que fazem de melhor. São muito espontâneos, extremamente gentis e muito profissionais, exatamente o tipo de atriz que quero me tornar", conta. Madelyn também teve a oportunidade de explorar seu lado cômico e foi a responsável pelo visual marcante de sua personagem, Whiskey, com o rímel borrado e o rosto coberto de lágrimas. “Pensei, ‘Se ela está chorando por causa do namorado, interpretado por Dave Bautista, quero que seja engraçado. Quero a maquiagem escorrendo pelo rosto. Quero que ela pareça completamente acabada. Quero que as faixas da extensão de cabelo estejam aparecendo’. Eu queria deixar a Whiskey totalmente desarrumada, porque era muito engraçado. Era um caos. Mas, no começo, fiquei com medo de exagerar, então quando apareci com a maquiagem levemente borrada, o diretor Rian Johnson disse: ‘Beleza, mas, se vai fazer isso, tem que ir até o fim’. Então a gente embarcou numa vibe Alice Cooper. Foi muito divertido.”

Deixando a maquiagem borrada de lado, a experiência de Madelyn nas filmagens de Glass Onion, gravado na Grécia e que também dominou as redes sociais, foi praticamente um momento de férias de luxo em um hotel cinco estrelas — sobretudo se comparada à sujeira, lama e intensidade das gravações da nova temporada de Outer Banks. Madelyn e seus colegas de elenco ficaram tão imundos durante as filmagens que ela até brinca: “Prefiro nem falar sobre isso”.
“Quando não estamos literalmente cobertos de lama e sujeira de verdade, a produção passa lustra-móveis ou fuligem falsa na gente”, conta, referindo-se ao aspecto realista da sujeira na temporada 3. “Eles usam muitas coisas para deixar a gente com uma aparência bem suja. Vou ser sincera, parte dessa maquiagem que eles usavam não saía mesmo depois de dias. Nos meus momentos de folga, eu andava por aí parecendo imunda, porque água e sabão simplesmente não davam conta”.
O que mais poderíamos esperar de uma série que, ao longo das duas últimas temporadas, elevou constantemente os riscos para seus jovens personagens aventureiros, que estão sempre na cara do perigo? No entanto, para além da trama repleta de ação, a temporada 3 finalmente deu a Madelyn a oportunidade de explorar um lado mais sensível e complexo de Sarah. “A temporada 1 brincou com essa ideia de construir uma ponte entre dois mundos diferentes. A aventura começou ali e, à medida que Sarah foi encontrando seu lugar e sua voz, surgiram alguns conflitos, o que sempre acontece quando você se manifesta sobre algumas coisas e outras pessoas discordam”, explica.
Na nova temporada, a personagem volta a ficar dividida entre dois mundos, lidando com o estresse e o trauma causados pelas atitudes de seu pai, o vilão Ward (Charles Esten), e de seu irmão problemático, Rafe (Drew Starkey) — que não conseguem entender o amor da jovem por John B (Chase Stokes) e pelo restante de seu grupo de amigos da parte mais pobre da cidade, os Pogues. “A trajetória dela gira em torno da ideia de deixar para trás uma versão antiga de si mesma. Nesta temporada, Sarah chega ao seu limite emocional. Conseguimos trabalhar um pouco mais o lado interno da personagem. Nós desaceleramos para poder explorar alguns dos efeitos de tudo o que ela viveu nas últimas temporadas. Fiquei muito animada com a oportunidade que os roteiristas me deram, porque ninguém consegue seguir nesse ritmo veloz para sempre sem, em algum momento, chegar ao limite”, diz Madelyn.

Um elemento especial desse aprofundamento da personagem na tela foi o fato de Madelyn assumir temporariamente a narração no lugar de Chase Stokes em dois episódios da temporada 3, algo inédito em Outer Banks. “Fiquei muito, muito feliz por terem confiado isso a mim nesta temporada”, diz a atriz. “Essa função sempre foi do John B, mas a trajetória de Sarah é muito íntima nesta temporada e a narração funciona como a voz da consciência dela. É algo muito pessoal. Sarah enfrenta vários desafios emocionais e decisões difíceis, então sou muito grata por isso, porque assim o público consegue conhecer seus pensamentos e sentimentos, e isso faz toda a diferença. Foi muito legal fazer parte desse processo.”
Isso não significa que Sarah vai enfrentar um número menor de aventuras ou situações difíceis na nova temporada. Relacionamentos (e outras coisinhas) são colocados à prova — e, para complicar ainda mais, a caça ao tesouro continua e o perigo permanece à espreita. “Sempre precisamos acrescentar um pouquinho de trauma à mistura”, brinca Madelyn sobre os riscos cada vez maiores. “Adoro que ela faça parte dos Pogues e agora esteja no meio da ação. Ela está ficando mais forte. Também não tem medo de se sujar e de mostrar que é durona”.
E, com a temporada 4 oficialmente aprovada durante Poguelândia, o evento dedicado aos fãs de Outer Banks, Madelyn já tem algumas teorias sobre o que o futuro reserva para Sarah. “Tenho grandes expectativas. Terminamos a temporada 3 de um jeito interessante. Afinal, Outer Banks é assim mesmo, né, tem aventura o tempo todo. Estou muito curiosa para descobrir o rumo da história. Muito curiosa mesmo.”
Quanto aos próprios planos, depois que terminar a atual maratona de divulgação, Madelyn quer descansar um pouco. “Outer Banks é muito desafiador, tanto em termos físicos como emocionais. É importante ter um descanso, tirar cochilos, ficar sem fazer nada por um tempo. Eu sou do tipo que adora ficar sem fazer nada: gosto de simplesmente deixar a mente vazia. Jogo algum joguinho bobo, assisto a algum programa leve na TV, fico rolando o TikTok sem compromisso. É esse tipo de descanso que recarrega minhas energias”, afirma.
Pensando no futuro, Madelyn quer continuar explorando diferentes facetas como atriz. “Adoraria fazer uma obra de época. Sempre achei Kim Novak muito incrível. Também adoraria fazer um thriller psicológico ou uma comédia romântica. Eu me diverti muito fazendo comédia em Glass Onion, esse lado físico da comédia, e gostaria de fazer mais disso. As pessoas dizem que tenho uma energia parecida com a da Lisa Kudrow. Sempre achei que eu era a Phoebe do grupo de Friends, então fico feliz com essa comparação”, diz.
A temporada 3 de Outer Banks estreia em 23 de fevereiro.






















































































